Eu quero riscar um fósforo, e você
É engraçado viver no mundo da Lua, mas é só no mundo da Lua que consigo me entender, é lá que eu penso, que me questiono e me respondo.... Foi lá que tive um tempinho para me fazer um interrogatório que vai me ajudar a viver melhor – se, é claro, eu conseguir esquecer o “conveniente” e me comprometer comigo mesma-. Foi desta viagem ao mundo da Lua que eu trouxe um questionário como souvenir para ajudar aos meus amigos terráqueos, trouxe também o que penso sobre ele ...
E... Aqui está ...
-“Por que nós vivemos com tanta pressa?"
-" Por que nós não tomamos cuidado com o que dizemos?"
- "Por que dizemos tantos nãos?"
-“Por que temos mania de querer controlar o que nos rodeia? Mesmo que aquilo nos rodeie seja alguém?
-"Por que não nos dispomos a ajudar a quem pede ajuda?"
-" Por que negamos a nós mesmos o que nos parece difícil ou não convencional?"
Há coisas tão simples que podemos fazer e não fazemos por conveniência ou descaso.
Há coisas que feitas, por mais simples que sejam, enchem vidas de alegria, que causam cócegas na alma, que se assemelham ao riscar de um fósforo que por mais simples que seja causa algo incomparável, algo que aquece e ilumina ... Mas por tantas vezes preferimos cuidar de nossos próprios interesses, que talvez nem sejam tão nobres ou necessários, pensamos que riscar um fósforo é banal de mais para que nos movamos, para que deixemos nossos aconchegos que talvez nem sejam tão aconchegantes assim..
Há coisas que são tão simples, que estão em nossas mãos e não temos capacidade de perceber o valor que têm, não temos sensibilidade para valorizar, para sentir... Perdemos tempo demais nos preocupando com o que há de errado, procurando algo para ocupar o oco que há em nossas vidas, oco que há tempos temos chamado de “vazio”, “vazio” que consegue superar o “TUDO” que preenche o Universo... Caramba, “ o que posso dizer diante disso? É... estamos errando em alguma coisa, pois se até o Universo consegue ser preenchido, que vazio é esse que nos atormenta?”
Muitas vezes olhamos para o " pior" que há no mundo e o "super valorizamos" esquecendo que há muito mais onde empregar a palavra "melhor" do que nos preocuparmos com esta pequena palavra chamada "pior", se porventura esquecêssemos por momentos dos problemas que nos assolam e "super valorizássemos" o que temos de bom, mesmo que não seja tão bom assim, talvez tivéssemos a paz que procuramos, talvez conseguíssemos preencher o vazio que existe em nossas almas e corações...
P.S.: Eu poderia ter escrito este texto em primeira pessoa do singular, é claro que sim, porque EU vivi assim...Vivi os meus “ vinte e poucos anos” dessa maneira egoísta, tão egoísta que deixa até de atender a mim mesma, mas é claro que eu não vou carregar esta culpa sozinha, afinal, nós somos mais fortes que eu... Eu quero sim falar comigo, mas creio que falar conosco seja muito mais produtivo...
Para todos,
com carinho...



